Há muito tempo que não me sentia assim - com vontade de transmitir aos outros aquilo que nunca soube fazer. Quando me levantei para tomar o café percebi que o dia ainda não tinha nascido e que certamente estava a confundir o tempo.
Quando olhei o relógio e o ponteiro indicava as 03:00 h, certifiquei-me do quão errada (quanto ao tempo) estava.
Voltei para a cama arrastando o lençol, deitei-me e deixei que me embalassem.
Esperei, voltei a esperar, virei o rosto e a almofada e esperei (tempo suficiente) para voltar a adormecer.
Foi então que percebi que já tinha esperado demais.
Projectei a almofada contra a cortina e levantei-me (rabujenta).
A campainha tocou de repente e eu senti-me aflita. Não sabia se estava a sonhar acordada, se o relógio estava certo, se eram horas de alguém tocar na campaínha ou se realmente algo de (muito) errado se estava a passar comigo.
Ainda que soubesse o perigo que poderia significar, dirigi-me à porta e abri-a:
Tinha o cheiro aniquilado do vento sufocado e uma mala no centro da escadaria - uma mala velha, magenta velho e que parecia realmente velha.
Arrastei-me até ela e puxei-a para dentro da porta (eu estava a entrar em parafuso).
Espreitei, na esperança de encontrar algo mais e, vagarosamente, bati a porta sonolenta.
Limpei o pó que a mala carregava e procurei onde abri-la. Então ... suspirei bem fundo e abri.
-Baby, wake up. it's time!
«O meu despertador tocou e eu acordei com a luz a bater-me no rosto e a cafeteira na cozinha a transbordar de café.
Desde então, todas as noites, a mala permanece há minha porta, por volta das 03:00 h. Sempre na ânsia de um encontro, de um eventual e absurdo encontro com a fantasia da minha realidade.»
segunda-feira, março 07, 2011
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Fica comigo esta noite .
Acordei.
A manhã esta calma e triste, as ruas estão desertas . talvez porque é Domingo e eu tenho frio.
Esta noite Sonhei contigo . Não imaginas a saudade que tenho e a dor que não sinto.
(Quero contar-te um segredo, daqueles que não tenho mas que preciso contar. Para que fiques a saber que sou tua e tu és meu, e que antigamente já fomos amantes da mesma lua e perdedores da mesma batalha).
Os dias pertencem-te, as manhas querem-te e eu preciso de ti, muito mais do que queria.
Tenho as malas feitas, as roupas arrumadas ... tenho a memoria limpa como um software formatado á espera que faças clique na tecla "enter" e comeces a processar informação.
Concentro em mim todas as angustias do mundo, todas as tristezas dos tristes e lealdade dos nobres .
Não quero que me deixes, não quero que me mates, não quero que me ames mas também não quero que me odeies ... quero que (...) não quero . Vejo no espelho do quarto o reflexo de alguém que já não reconheço, alguém que de mim faz parte mas que não sou eu. Sinto a garganta seca de chorar.
Somente peço que me deixes voltar a sonhar contigo.
Mesmo antes da rajada de vento me acordar pediste que te fizesse uma promessa ...
Só quero que saibas que as promessas são como as perguntas, quando rétoricas só servem de acessório para o discurso palerma de quem não sabe o que dizer .
O dia ainda agora começou e eu já quero que ele termine , só para te encontrar de novo.
A manhã esta calma e triste, as ruas estão desertas . talvez porque é Domingo e eu tenho frio.
Esta noite Sonhei contigo . Não imaginas a saudade que tenho e a dor que não sinto.
(Quero contar-te um segredo, daqueles que não tenho mas que preciso contar. Para que fiques a saber que sou tua e tu és meu, e que antigamente já fomos amantes da mesma lua e perdedores da mesma batalha).
Os dias pertencem-te, as manhas querem-te e eu preciso de ti, muito mais do que queria.
Tenho as malas feitas, as roupas arrumadas ... tenho a memoria limpa como um software formatado á espera que faças clique na tecla "enter" e comeces a processar informação.
Concentro em mim todas as angustias do mundo, todas as tristezas dos tristes e lealdade dos nobres .
Não quero que me deixes, não quero que me mates, não quero que me ames mas também não quero que me odeies ... quero que (...) não quero . Vejo no espelho do quarto o reflexo de alguém que já não reconheço, alguém que de mim faz parte mas que não sou eu. Sinto a garganta seca de chorar.
Somente peço que me deixes voltar a sonhar contigo.
Mesmo antes da rajada de vento me acordar pediste que te fizesse uma promessa ...
(- promete que nunca me vais esquecer.)
Só quero que saibas que as promessas são como as perguntas, quando rétoricas só servem de acessório para o discurso palerma de quem não sabe o que dizer .
O dia ainda agora começou e eu já quero que ele termine , só para te encontrar de novo.
Só quero que percebas que, neste texto completamente sem nexo, vagueiam as lembranças de um tempo inalcançavelmente perdido.
M.A
segunda-feira, janeiro 31, 2011
A chegar ao fim
O Dia está cinzento e chove. (Lá fora e dentro de mim)
Posso ver, através da janela, a chuva que caí, sentir o vento que sopra e cheirar o odor a terra molhada que me corrompe a memória e me faz voltar atrás no tempo:
(-Estava um dia que nem aqueles dias de chuva, mas éramos felizes ... lembras-te?
-Como me poderia esquecer...
-Preferia que te esquecesses do dia, da noite (...) mas que me quisesses como naquele dia .
-Eu ainda quero.
-Porque sabes que vou morrer.)
(O olhar dele caiu sobre o colo e não deu sinal de qualquer esperança)
||Voltando a mim.||
Consigo ouvir o som da cascata bem lá de longe! consegues ouvir?
E a brisa do mar para além das montanha? sentes? Aii como eu sinto tudo isto!
Eu sinto e choro, e esta dor infinita por si só vale a pena.
Sabes porquê?
Enquanto sentir dor é porque ainda te tenho, que não seja só em pensamento.
p.s. Sinto a garganta seca e um montão de gente a rodear-me. A saudade atropelou-me o pensamento e não quer sair de cima! Maldito o pão de cada dia!
Posso ver, através da janela, a chuva que caí, sentir o vento que sopra e cheirar o odor a terra molhada que me corrompe a memória e me faz voltar atrás no tempo:
(-Estava um dia que nem aqueles dias de chuva, mas éramos felizes ... lembras-te?
-Como me poderia esquecer...
-Preferia que te esquecesses do dia, da noite (...) mas que me quisesses como naquele dia .
-Eu ainda quero.
-Porque sabes que vou morrer.)
(O olhar dele caiu sobre o colo e não deu sinal de qualquer esperança)
||Voltando a mim.||
Consigo ouvir o som da cascata bem lá de longe! consegues ouvir?
E a brisa do mar para além das montanha? sentes? Aii como eu sinto tudo isto!
Eu sinto e choro, e esta dor infinita por si só vale a pena.
Sabes porquê?
Enquanto sentir dor é porque ainda te tenho, que não seja só em pensamento.
p.s. Sinto a garganta seca e um montão de gente a rodear-me. A saudade atropelou-me o pensamento e não quer sair de cima! Maldito o pão de cada dia!
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