terça-feira, agosto 31, 2010

Materialistas

O tempo passa e fica para trás tudo aquilo que em tempos valeu a pena -os momentos, as pessoas, os lugares, as palavras. O tempo leva-nos para novos tempos, passa e não para. Deixamos velhos costumes e adaptamos novas “modas”. Tudo o que foi em tempos a sensação passa a ser mais um “mono” no guarda jóias. Sim! Porque os bens materiais sempre foram a essência do ser humano (...)
Já não se ligam ás boas intenções. Porque para dizer a verdade essas estão em vias de extinção á já bastante tempo! O que hoje em dia a todos interessa é quanto custa viver para sempre, ou quanto se deve a Satanás (...)
Quem pode manda, porque o tempo dos sábios estava escrito em livros, e esses, por serem velhos e não tão requintados que nem os livros de anedotas, foram despejados na sucata da inquisição.

E bem, o que resta da vida afinal?

Dinheiro, poder e banalidade. Porque se em tempos se morria por amor hoje encomendasse um assassino para matar o homem da mulher que se ama. É bem mais fácil!

Puf.. 99% da gente vive na gruta da estupidez mas ainda não se apercebeu.

sábado, agosto 28, 2010

Abandonada

Eu amava-o incondicionalmente, ele era a minha vida em forma de pessoa. Eu acordava e adormecia com a mente embriagada pelos seus pensamentos e as nossas palavras dançavam e faziam de nós o poema certo, a melodia perfeita.
O tempo passou e com ele vieram as segundas oportunidades, as discussões, as palavras temerosas e as inseguranças começaram a aparecer em forma de lágrimas.
Nunca nos deixamos de amar porque seria impossível mas... deixamos de saber amar como no principio.
Foram esquecidas as promessas ao Luar, os abraços apertados, os beijos doentios e os desejos inacabados.
Foi tudo como uma descarga de velhas tempestades onde o naufrágio é inevitável.
Quebraram-se as portadas e perdeu-se a chave de entrada, a entrada para o nosso mundo. Fui despejada num mundo que não é o meu e obrigada a viver o que nunca soube viver, sozinha na desventura do tempo.

E hoje sinto a falta dele como nunca senti.
Não quero voltar a sofrer, não quero voltar ao desvario mas ... á muito tempo que não me sinto Feliz.

terça-feira, agosto 24, 2010

O sabor do vento

A almofada cheira a rosmaninho e os lençóís de linho esperam por ti, tal como eu.
Tenho tudo pronto para o teu regresso e se algum dia partiste foi porque realmente quiseste.
Nunca impedi que ficasses, nunca quis que partisses.
Nunca pedi nada em troca para alem da tua presença, uma presença leve mas genuína de um ser humano que ama e que sabe amar.
E se á algo que não suporto... é depender de ti como quem depende de tudo.

 Eu rasguei as portadas das janelas e limpei o pó das nuvens só para te ver passar.
E quando tudo parecer calmamente sereno, eu sei que tu vais voltar para entornar o copo de leite que ficou por beber mesmo antes de partires.


Sinto a tua falta.