sexta-feira, julho 30, 2010

Ausente

São as forças que nos fogem por entre os dedos e nos fazem cair de podridão aniquiladora.

É uma dor prolongada que nos deixa de rastos, uma falta de sorrisos, uma enchente de lágrimas sufocantes e suspiros imensos. É bater á mesma porta todos os dias e saber que jamais será a mesma pessoa a abri-la. São palavras cheias de nada e olhares que sofrem pela mesma coisa. É uma necessidade que nos transcende a todos os níveis e nos faz questionar o que não se pode considerar questão.

É um desconserto da alma preso no luto e uma falta constante liberta de tudo.

E é assim que tudo parece, difícil.


Difícil de encarar com o sorriso de quem está feliz.

quarta-feira, julho 28, 2010

Enforcada pelas palavras

Mesmo antes de partires tive a impotência de desejar o teu regresso.
 Afastei-me de tudo o que te pertencia e adquiri estratagemas aniquiladores para a tua existência.
 Fiz-me o que nunca quis ser e vi-me em ruínas, sozinha a caminhar na madrugada vadia onde as prostitutas dançam por entre a vida. Fiz de tudo para acabar comigo e nem por isso deixei ... sei la! Só houve uma coisa que esteve comigo o tempo todo, sabes qual foi?  A incerteza do teu regresso.
Não só me vi afogada nas tuas lágrimas como abafada pela falta dos teus abraços.
Nem o sangue que me corre nas veias parece sangue, o espelho reflecte o que não quero ser e sinto-me fraca para lutar.
Quero sair de dia mas o sol queima-me a pele e a minha garganta ainda arde desde o dia em que fizes'te promessas.

As palavras estão gastas e não há nada que me faça mudar de ideias !
Vou morrer sem voltar a ver-te.

terça-feira, julho 27, 2010

Humana

Há muita coisa que quero fazer e que ainda não fiz, não por falta de vontade nem de tempo mas por falta de coragem.
Sei que tenho tempo, mas tudo que gira há minha volta parece parado há já alguns »tic-tac's«.
Não há nada que os mova, nada que os faça ver que o que fazem destroi tudo o que construí até agora.
O sentido de destruição de todos não tem que ser o sentido de cada um.
Talvez seja preciso individualismo para salvar o que ainda tem salvação, de outra forma não vejo jeitos de retomar tudo o que está gasto, velho.
 Olham-nos como alimento, matam-nos com as palavras sujas de quem não sabe ser gente. E, nisto, somos obrigados a descer até onde eles quiserem.

Na vida temos momentos iguais (ou piores) a este, em que só quem nos mata nos pode salvar.

»Ao contrario deles ainda Sou Humana. Mas até Quando?«