quarta-feira, 28 de julho de 2010

Enforcada pelas palavras

Mesmo antes de partires tive a impotência de desejar o teu regresso.
 Afastei-me de tudo o que te pertencia e adquiri estratagemas aniquiladores para a tua existência.
 Fiz-me o que nunca quis ser e vi-me em ruínas, sozinha a caminhar na madrugada vadia onde as prostitutas dançam por entre a vida. Fiz de tudo para acabar comigo e nem por isso deixei ... sei la! Só houve uma coisa que esteve comigo o tempo todo, sabes qual foi?  A incerteza do teu regresso.
Não só me vi afogada nas tuas lágrimas como abafada pela falta dos teus abraços.
Nem o sangue que me corre nas veias parece sangue, o espelho reflecte o que não quero ser e sinto-me fraca para lutar.
Quero sair de dia mas o sol queima-me a pele e a minha garganta ainda arde desde o dia em que fizes'te promessas.

As palavras estão gastas e não há nada que me faça mudar de ideias !
Vou morrer sem voltar a ver-te.

2 comentários:

  1. Obrigada pelo comentário (:
    Escreves bem, parabéns.
    (adoro essa música, costumava tocá-la ao piano)

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"Tudo o que escrevo não está escrito em livro algum senão no meu, tudo o que sinto não é sentido por mais pessoa senão a minha. Um obrigado do fundo do coração a todos aqueles que fazem deste sonho uma realidade." Bianca D'Sousa