terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O livro da minha vida












As experiências fazem da vida um livro de recordações imperfeitas e inacabadas. Porque a vida, tal como a construção de um livro, inicia-se com a planificação de um futuro. Futuro esse incerto e improvisado pois, caso assim não fosse, chamar-se-ia presente. Por vezes, a narrativa parece perfeita e, precisamente aí, falha. A vida, tal como um livro, não tem que ser perfeita. Caso assim fosse, a vid
a seria, honestamente, banal. Porquê? Porque a perfeição existe porque a imperfeição nasceu com ela. Quem não conhece uma delas, jamais descobrirá o valor da outra. Por isso mesmo, a vida não deve ser sinónimo de perfeição. Porém sim, devem fazer parte dela, momentos de perfeição. Momentos, embora fugazes e curtos, perfeitos de tal forma que se intensificam como lendas e mitos. A sua singularidade parece jamais ser ultrapassada. Isto é, quando algo de perfeito acontece e a sua perfeição parece imaculada, dificilmente surgirá, na vida, um momento que venha a substituir este. E quando isso acontece, esse momento deixa de sê-lo em detrimento da novidade. Por isto, na vida só um momento é perfeito: a consciencialização de que a vida não o é. Só assim conseguiremos viver de forma construtiva, aceitando o pouco que temos e valorizando o todo que nos falta. Pois, quem espera muito, sai sempre desiludida. Já quem não espera nada, sai sempre surpreendido. Contudo, tal como nos livros, na vida há folhas soltas que nunca se encontram. Porém, há sempre a possibilidade de tentar fazê-lo. É simplesmente a escolha entre lutar por um final feliz ou viver em conformidade com a incógnita de um possível final que, só por si, já parece triste.
É que a vida é muito mais do que uma palavra. A vida é feita de Momentos, onde, em determinadas circunstancias surgem pessoas de quem brota a partilha de palavras, de gestos a partir dos quais surgem laços e uniões aparentemente indissociáveis (...) A vida é um conjunto aleatório de emoções vividas em determinada idade e em determinada altura consoante determinada situação e acontecimento. O que determina a vida fácil ou difícil, aborrecida ou emocionante e feliz ou triste é a forma como cada um se perspectiva a si próprio e a relação com os outros. É fulcral se este faz de si a personagem principal do seu livro ou a única personagem dele.
Pensa: O monólogo, por vezes, é importante, porém, não tem que ser a tua história. A vida é feita, essencialmente, de partilha.
Por isto e muito mais, vive, luta, arrisca mas, principalmente, ama-te a ti e ama alguém ! 

2 comentários:

"Tudo o que escrevo não está escrito em livro algum senão no meu, tudo o que sinto não é sentido por mais pessoa senão a minha. Um obrigado do fundo do coração a todos aqueles que fazem deste sonho uma realidade." Bianca D'Sousa