sábado, 28 de agosto de 2010

Abandonada

Eu amava-o incondicionalmente, ele era a minha vida em forma de pessoa. Eu acordava e adormecia com a mente embriagada pelos seus pensamentos e as nossas palavras dançavam e faziam de nós o poema certo, a melodia perfeita.
O tempo passou e com ele vieram as segundas oportunidades, as discussões, as palavras temerosas e as inseguranças começaram a aparecer em forma de lágrimas.
Nunca nos deixamos de amar porque seria impossível mas... deixamos de saber amar como no principio.
Foram esquecidas as promessas ao Luar, os abraços apertados, os beijos doentios e os desejos inacabados.
Foi tudo como uma descarga de velhas tempestades onde o naufrágio é inevitável.
Quebraram-se as portadas e perdeu-se a chave de entrada, a entrada para o nosso mundo. Fui despejada num mundo que não é o meu e obrigada a viver o que nunca soube viver, sozinha na desventura do tempo.

E hoje sinto a falta dele como nunca senti.
Não quero voltar a sofrer, não quero voltar ao desvario mas ... á muito tempo que não me sinto Feliz.

3 comentários:

  1. não sei explicar bem porquê, mas a imagem deste post tocou-me de uma maneira muito estranha.
    *

    ResponderEliminar
  2. consegui sentir cada palavra, a dor, o desespero, que eu e muita gente sente, mas que por vezes não consegue expressar.
    na vida temos que aprender a sermos um ser completo, e quando alguém aparecer, será só um acrescimo. Nunca, mas nunca podemos pensar que precisamos de algo ou alguem para estarmos completos, pois o tudo vai, nada fica, e isso endoidece, mata lentamente e com muita dor. Parabéns pelos textos.

    ResponderEliminar
  3. tenho um desafio para ti ;D
    é para cumprir mesmo!!
    vai ao meu blog.

    ResponderEliminar

"Tudo o que escrevo não está escrito em livro algum senão no meu, tudo o que sinto não é sentido por mais pessoa senão a minha. Um obrigado do fundo do coração a todos aqueles que fazem deste sonho uma realidade." Bianca D'Sousa